Habitantes!

23 de março de 2009

Somos engrenagens

Cabeçalho novo! Escolhi a engrenagem para compor o cabeçalho deste blog, pois ela ilustra outra, talvez a mais importante, das minhas teorias! Vamos a ela.

Vejo cada um de nós como uma engrenagem. Cada um a seu modo, qualidades e defeitos. Todos conectados. E cada engrenagem faz girar outra, direta ou indiretamente, mais ou menos rápido, com maior ou menor intensidade. Cada engrenagem cumprindo sua função e auxiliando na função de outra, cumprindo um papel comum a todas: mover a máquina da vida.

É assim seguimos nesta vida: ligados. A impressão de independência e individualidade que temos é limitada. Estamos sujeitos a experiência do outro, ao exemplo do outro, à ajuda do outro, aos acertos do outro, enfim, vivemos uma interdependência em prol da evolução comum. Isso lhe parece irônico? Pois Victor Hugo escreveu que “é pela ironia que começa a liberdade”!

Encontrei outra versão dessa minha teoria, o que acaba consagrando meu ponto de vista. Li numa matéria, cuja fonte não recordo, onde o autor dizia que se pudéssemos nos ver lá do alto e com os olhos de Deus, veríamos uma rede tecida por fios dourados, onde cada fio representa a ligação de uma pessoa a outras.

Sabem por que não percebemos isso com clareza? Porque estamos aqui, inseridos em meio a bilhões de engrenagens ou de fios. De o nome que quiser. E aqui, no meio de tudo e de todos, nos vemos avulsos. Mas não somos. De perto parecemos pontos isolados, como pontos impressos num papel se vistos com o auxilio de uma lupa. Mas basta afastarmos o olhar para percebermos que esses pontos acabam por formar uma imagem só. Essa é a grande lição que o filme
“Latter Days” me trouxe. Assistam sem preconceito.

Por nós somos responsáveis, mas costumamos nos lixar pra o outro. Porém todas essas formas de interpretar a vida nos remete ao cuidado e ao respeito com o próximo. Devemos olhar menos para nosso próprio umbigo e fazer do outro uma extensão nossa. Girando uma engrenagem para o lado do bem, cedo eu tarde, seremos movidos por ela. Não falo aqui apenas da lei do retorno. Vou além, fazendo minhas as palavras de um provérbio chinês que diz: "o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória”.

6 comentários:

Thaís Cordeiro Gomes disse...

Não me contenho....vou completando tudo! kkkkk Esse trecho vem da coluna do Paulo Coelho no G1:

“Pode parecer bobagem, mas existe alguma coisa tênue, unindo todos nós, e que é melhorada ou piorada à medida que vamos agindo. Podemos salvar ou destruir muita coisa com um simples gesto. É como se as relações entre os homens fossem iguais a uma imensa e frágil teia de aranha”.

Beijos a todos e até amanhã!

Henrique Souto disse...

Lindo texto... Fez-me lembrar uma aula onde, eu como professor, fui questionado sobre a "perfeição" das máquinas e sua capacidade de produção tão precisa e rápida, como se o futuro não nos pertencesse mais, só a elas... então, retornei ao aluno com a pergunta: o que é a "perfeição"? Seria reproduzir o mesmo resultado sempre, todos os movimentos repetitivos, iguais em escala, precisos e exatos, sem se sensibilizar com o meio e com as pessoas que nos rodeiam??? Isso demonstra a grande imperfeição das máquinas que não podem se sensibilizar com o mundo... são "seres" muito simples que respondem a uma simples equação matemática já por nós deduzidas, básica do tipo y=ax + b... um movimento realizado por uma máquina depende somente dela, uma única variável, já o nosso movimento vai depender de inúmeras variáveis que nos rodeiam, como seu humor no dia, do clima, do motivo do movimento, para quem oferecerá este movimento, ou seja, nossa "linha de produção" é totalmente dependente das pessoas próximas que compõem o meio.. nossos movimentos são guiados por equações ainda não deduzidas pelo homem de tamanha complexidade e infinitas variáveis.. nunca reproduzimos o mesmo resultado... isso é artesanato, é arte, é a verdadeira perfeição. Se um dia elas chegarem a nossa complexidade, essas serão uma nova espécie viva e nós seremos documentos em museus como hoje documentamos uma ameba pré-histórica, pois vida só existe quando existe arte, a perfeição de nunca conseguir reproduzir, o mesmo abraço, o mesmo beijo, o mesmo sorriso, a mesma pintura, a mesma comida, o mesmo movimento... e isso nos tornam mais divinos que simples máquinas insensíveis. Somos dependentes do meio e das pessoas que nos cercam... somos divinamente únicos, cada um uma engrenagem, mas olhando por cima uma "máquina" perfeita!

Parabéns pelo Blog... Beijos!!!
“Kick”
Fab.: 79/06/19
Lot.: CB 0945h MG
Val.: [revalidação durante o processo]
SAC : XX767970

davi disse...

Isso mesmo!!!!!!! Concordo plenamente com essa visão!!! Na verdade acho que essa é uma das maiores verdades da vida!!!! Pra mim é exatamente através dessa ligação entre as pessoas que acontecem os "milagres" e é nela que percebemos nitidamente a existência de uma inteligência tão superior, como é a de Deus!!!!!!!!!!

bjossss paxão

Gabrich, José Flávio disse...

Que texto inteligente!!! Fiquei muito orgulhoso da minha paciente VIP... Não suma! Seu "dentista de dente"...... Ah....... sua "dentista de gengiva" te manda um super beijo!!!

Blog do Fer disse...

O universo é perfeito, a criação é perfeita, então tudo nela é perfeito. Essa teoria vem de encontro a Lei do karma, ação versos reação.

blog do beto disse...

OLÁ LINDA THAÍS.
COMO DISSE O BLOG DO FER. O UNIVERSO É PERFEITO, IMPERFEITOS SÃO OS QUE VÃO VOTAR NA DILMA.
BJS DO BETCRITICA.