6 de novembro de 2009

Eu, prisioneira das Farc



Em seu livro “Eu, prisioneira das Farc”, Clara Rojas conta o que viveu nos seis anos em que ficou cativa. Ela foi seqüestrada pelas Farc junto com sua amiga Ingrid Betancourt, que era então candidata à presidência da Colômbia e Clara era diretora de sua campanha.

Motivada principalmente pelo relato de uma experiência de sobrevivência frente ao seqüestro e à selva, me embrenhei nessa leitura. O anúncio da gravidez de Clara Roja e do nascimento de seu filho nessa situação extremamente adversa, também aguçou minha curiosidade.

O martírio da autora é inquestionável, pois além de privada de sua liberdade, enfrentou também os desafios impostos pela selva. Passar por uma situação dessas é difícil até de se imaginar – ou impossível. Insetos, barro, caminhadas constantes, pouca comida, angustia, tempestades, fugas frustradas, a iminência da morte; esses foram alguns dos ingredientes dessa jornada de Clara Rojas e de tantos outros cativos das Farc.

Lendo o relato detalhado da autora, desde o início do livro, senti falta de grandes personagens em sua história. Principalmente com sua então amiga Ingrid Betancour, faltavam diálogos, confidências e companheirismo. Clara pouco falava da relação das duas e, inicialmente, pensei que estava preservando a amiga, já que o livro é uma exposição particular do acontecido. Me enganei. Com o passar dos dias a autora foi se afastando de Ingrid, o que podia ser uma questão particular às duas. Mas não, com o correr da narrativa Clara não se aproximou de mais pessoas e se mostrou, na minha opinião, uma pessoa individualista, mimada e que se vitimizava o tempo todo, mesmo dedicando um capítulo ao tema amizade. Eis alguns trechos para ilustrar essa minha impressão:

“Sempre me chamou a atenção o fato de as panelas em que lavavam os alimentos estarem limpas. Para mim, isso era vital”.

“Quando a arepa, a sopa ou até o chocolate estavam gordurosos – o que ocorria na maioria das vezes -, eu nem sequer os provava”.

“... nenhum (dos outros prisioneiros) teve a idéia de pedir que me libertassem para que eu pudesse das a luz em condições mais aceitáveis...nenhum deles também tentou me ajudar ou me apoiar...”

“Essa atitude sua (de Ingrid), tão fria, sem dúvida criou um tipo de comportamento nas outras pessoas do grupo, que adotaram, e inclusive mantêm hoje em dia, certa agressividade comigo, pensando que assim ganham o favor ou a simpatia de Ingrid”.

“Deixem-me em paz, eu respondo por meu bebê”.

“Algumas mulheres se comportaram como se a situação não tivesse nada a ver com elas, apesar de também serem mães e poderem entender o que eu estava passando. Não me deram uma oportunidade de confiar nelas, algo que eu teria agradecido”.

“No cativeiro eu me sentia muito sozinha”.

“Eu tinha a impressão de que muitos dos meus companheiros preferiam que não me libertassem, e às vezes cheguei a sentir que queriam me comer viva”.

“ Só um de meus companheiros se ofereceu para carregar minhas coisas até a porta... Alguns entraram no banheiro para não ter de se despedir, outros não foram capazes nem de se levantar e largar o cigarro para se despedir decentemente”.

A impressão que eu tinha era: tudo e todos contra Clara Rojas. Nessas circunstâncias, o grande amparo que qualquer um precisava e que podia tonar esse inferno menos penoso, estava bem ali, ao alcance de todos: os cativos tinham uns aos outros. Eram dezenas de pessoas que não viraram personagens da história da autora. Não percebi a dedicação de Clara em se aproximar e estabelecer relações afetivas com as outras pessoas. Parece-me inclusive que ela destinava mais atenção aos guerrilheiros que aos seus companheiros de clausura. A síndrome de Estocolmo talvez explique essa atitude, apesar de Clara tê-la negado no final do livro.

Penso que de repente posso ter esperado de uma sobrevivente, a perfeição, coisa que todos nós estamos longe de atingir. Mas com atitudes egoístas, Clara piorou aquilo que de terrível estava acontecendo em sua vida. Quando chegou o momento dela falar de sua gravidez, episodio que aconteceu durante o cativeiro, Clara decidiu não tornar público o que aconteceu e ainda se queixou das especulações que obviamente surgiram a respeito. Ora, se tudo aconteceu durante os seis anos que foi mantida presa pelas Farc, é uma lástima esses fatos não estarem presentes em sua autobiografia. Isso, para nós leitores, seria muito mais interessante de ler do que as milhares de caminhadas e queixas da autora.

Já a determinação de Clara em se manter viva, sim, é uma grande lição a ser tirada. Também ressalto aqui sua disciplina, coragem, garra e perseverança. Esse é um livro que revela a fragilidade humana, mostra pessoas em um teste de capacidade de adaptação ao intolerável e nos faz pensar no quanto somos capazes de promover tanto o bem quanto o mal.

Nada é por acaso nessa vida; tanto eu quanto à autora concordamos nesse ponto. Só que devemos aprender as lições que advém desses desafios, além de apenas sobreviver a eles. Em uma de suas canções, Maria Betânia canta: "A arte de sorrir, cada vez que o mundo diz não".
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PS: Quem não clicou na figura acima, não deixe de acessar o site que da detalhes do livro. O endereço é http://www.euprisioneiradasfarc.com.br/default.asp .
Lá você pode ler mais trechos, baixar capítulo, ver vídeo, etc.

4 de novembro de 2009

Raulzito não morreu!




Gospel
Composição: Raul Seixas

Por que que o sol nasceu de novo e não amanheceu?
Por que que tanta honestidade no espaço se perdeu?
Por que que o Cristo não desceu lá do céu e o veneno só tem gosto de mel?
Por que que a água não matou a sede de quem bebeu?
Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho a caneta e não consigo escrever? (Escrever)
Por que que existem as canções que ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
Por que que aquele que você quer também já tem sempre ao teu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre sempre a perguntar? (A perguntar)
Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho a caneta e não consigo escrever? (Escrever)
Por que que existem as canções que ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
Por que que aquele que você quer também já tem sempre ao teu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre sempre a perguntar? (A perguntar)

Essa música faz parte da trilha sonora da novela Viver a Vida. Achei que ela era bem o estilo do Raul Seixas, mas o fato dele não estar mais aqui entre nós fez minha mente procurar por mais alternativas. Não encontrei. A música é dele mesmo e me encantei principalmente pela letra (divertidíssima)!

3 de novembro de 2009

Invasão de Domicílio


Gente do céu, quem não assistiu esse filme, corra até a locadora mais próxima! Deliciosamente envolvente, o filme mostra o lado falho e metafórico das pessoas. É um filme repleto de simbologias e conexões incríveis entre os personagens, o que deixa evidente minha teoria de que realmente somos engrenagens.

É instigante ver como se pode apenas reagir aos acontecimentos da vida, mas o quanto pode ser mágica uma atitude diante daquilo que nos é [aparentemente] imposto. Essa obra deixa a lição de que, melhores que expectadores, podemos e temos que ser autores da própria história. Eis um prato cheio para os amantes e para os amantes das relações inter e intrapessoais, como eu! Segue a melhor sinopse que encontrei:

Invasão de Domicílio (Breaking and Entering) conta a história de uma série de roubos criminais e emocionais, ambientado no cenário de mudanças culturais e geográficas da cidade de Londres. Will (Jude Law) e seu amigo Sandy (Martin Freeman) tem uma próspera firma de arquitetura paisagista e recentemente mudaram-se para a região de King's Cross, o centro da mais ambiciosa regeneração urbana da Europa. Seu escritório, de tecnologia avançada, atrai constantemente a atenção de ladrões locais e Will, farto depois de mais uma invasão, persegue um dos jovens membros da quadrilha, Miro (Rafi Gavron), até o apartamento em que mora com sua mãe Amira (Juliette Binoche), uma refugiada bósnia.

Em casa, Will vive com sua bela namorada Liv (Robin Wright Penn) que passa a maior parte do tempo preocupada com Bea (Poppy Roger), a filha problemática de 13 anos.

Will se torna amigo de Amira para investigar melhor o roubo, mas o relacionamento toma um rumo inesperado. Amira logo descobre que Miro roubou o escritório de Will e passa a suspeitar de suas verdadeiras intenções. Desesperada, ela começa a chantagear Will para proteger seu filho. Com a vida já em crise, Will embarca em uma jornada de paixão no lado mais obscuro de si mesmo e da cidade em que mora (Fonte:
http://filmes.net/invasao/).

28 de outubro de 2009

Mal acostumados

Cena do filme Borat.


Já repararam o quanto a gente se adapta e acabamos nos acostumando com a realidade em que estamos inseridos? Isso tem o lado bom e o ruim, como o abacaxi do post anterior, mas hoje falarei da parte chata.

Na última segundona brava, a Globo exibiu o filme Borat, um longa no mínimo estranho. A primeira parte, única que consegui assistir, contava a história de um repórter de TV vindo Casaquistão, que viaja aos EUA para fazer uma reportagem sobre os hábitos dos norte-americanos. Borat, o protagonista, de repente se depara com o American Way numa estranha experiência. De um insight baseado nesse filme maluco, quero especular a respeito dessas realidades opostas e desse estranhamento que sentimos em relação ao desconhecido. Mais: quero que percebam o quanto o cotidiano passa despercebido, uma vez que estamos imersos nele.

Borat, quando chegou à America, se deparou com várias novas coisas, dentre elas uma escada rolante e um elevador. Entenderem as disparidades enfrentadas e o choque tomado pelo repórter em questão?

Agora vamos hipoteticamente imaginar esse protagonista aqui no Brasil. Como ele reagiria ao saber que aqui filhos matam os pais? Que aqui existe policiais capazes de deixar uma vítima morrer sem socorro e, além de liberar os assassinos, roubar os pertences de quem ainda agoniza no chão? Que aqui se assalta passageira de avião que morreu durante o vôo? Que bandido aqui tem armamento melhor que o da polícia? Que políticos, além de roubarem o dinheiro do povo, debocham da opinião pública e, em casos extremos, se comparam com Jesus? Que pessoas bêbadas dirigem e matam? Que não olhamos nos olhos de quem cruza o nosso caminho? Que sentimos medo uns dos outros? Que tem gente que vota em troca de favores pessoais? Que pais chamam a polícia para prender filhos viciados, que não encontram tratamento no serviço público de saúde? Que menores cometem crimes de maiores e não respondem por isso? Que alunos agridem professores durante as aulas? Que aqui se desmata e se mata apenas por dinheiro (ou por nada)?

O que mais poderia espantar o protagonista em questão? Porque a gente não se assusta com mais nada disso.

20 de outubro de 2009

Troféu abacaxi


Eu e minhas parábolas. É quase uma comédia e sempre me pergunto: de onde tirei isso? Explico. Sou muito ligada às questões de relacionamento e comportamento humano. Confesso ainda que me saio muito melhor nas questões alheias do que nas minhas. Quando quero que alguém entenda o que estou dizendo e esse alguém tem certa resistência em aceitar ou entender meus palpites, já começo a pensar num exemplo que faça com que esse alguém compreenda o que quero dizer. Escrevo sobre isso porque ontem, numa conversa com um amigo, formulei mais uma das minhas figuras de linguagem e ele me chamou de “Mestre dos Magos”! Lembram-se dele, o baixinho da Caverna do Dragão? Ri demais!

Bem, na pérola de ontem, fiz uso de um abacaxi. Devo ter pensado que aquela historinha de que “do limão se faz uma limonada” já estava meio batida. A essência é a mesma, mas a que inventei sobre o abacaxi vai além.

Eu e esse meu amigo falávamos sobre defeitos e qualidades presentes em todos nós. Assunto complexo esse, pois ao mesmo tempo em que morremos de saber disso, relutamos em aceitar as imperfeições dos outros e praticamente “esquecemos” que temos as nossas. Foi aí que surgiu o abacaxi. Vamos a ele:

Imagine um abacaxi, sua casca grossa, sua coroa espinhenta e sua polpa doce e amarela. O palpite que dei a esse meu amigo era: concentre sua percepção sempre na parte amarela do abacaxi; pare de olhar para a casca e querer que ela seja doce e macia; descarte a casca e a coroa e saboreie a massa amarela.

Captaram a moral da história? Penso que devemos olhar para o que o outro tem de bom. Aliás, temos que ver o lado bom de todas as coisas porque tudo tem o tal lado bom. O que o outro tem de ruim não deixará de existir, mas assim, se prendendo às qualidades dele, você deixa de se importar tanto com os defeitos. Claro que há incompatibilidades que vão além da de toda essa tolerância, mas se você quer se relacionar bem com determinado abacaxi, morder a coroa não será uma experiência agradável. Quem levará o troféu abacaxi?

15 de outubro de 2009

Mais alguém?



Mais Alguém

Roberta Sá
Composição: Moreno Veloso e Quito Ribeiro


Não sei se é certo pra você
Mas por aqui já deu pra ver
Mesmo espalhados ao redor
Meus passos seguem um rumo só.

E num hotel lá no Japão
Vi o amor vencer o tédio
Por isso a hora é de vibrar
Mais um romance tem remédio

Não deixe idéia de não ou talvez
Que talvez atrapalha
Não deixe idéia de não ou talvez
Que talvez atrapalha.

O amor é um descanso
Quando a gente quer ir lá
Não há perigo no mundo
Que te impeça de chegar.

Caminhando sem receio
Vou brincar no seu jardim
De virada desço o queixo
E rio amarelo.

Agora é hora de vibrar
Mais um romance tem remédio
Vou viajar lá longe tem
O coração de mais alguém.

Não deixe idéia de não ou talvez
Que talvez atrapalha
Não deixe idéia de não ou talvez
Que talvez atrapalha.

9 de outubro de 2009

Plágio do Beto!



Agora, finda minha TPM, já posso gargalhar diante dessa nova invenção. Tive conhecimento desse sonho masculino lá no blog do Beto e trouxe para cá depois de rir bastante.

7 de outubro de 2009

Educação é tudo

video video

Muitas vezes o conceito de educação fica preso apenas no que diz respeito à escola. A escola é, sem dúvida, um grande berço, mas não o único. As grandes lições de ética e moral, que envolvem caráter e personalidade, são ensinadas pela família, que concede (ou não) às crianças noções de limite e respeito com o outro. Nosso país carece de educação, mas essa carência vai muito além da escolar. Essa última aliás, atualmente paga caro pela deseducação de filhos que violentam inclusive os próprios pais.

São vários os problemas que decorrem da falta de educação. Hoje cito o trânsito, fazendo uma abordagem acerca de uma excelente campanha do Denatran e que vem sendo exibida na TV. Os comerciais exemplificam muito bem as consequências que decorrem da má educação da população.

Tudo se resume à total falta de respeito com o outro, com o próximo, em nome de um individualismo exacerbado. Esse estrago promove, desde infrações no trânsito, até corrupção. Volto a citar uma pergunta que já publiquei aqui anteriormente: "Todos estão pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos... quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?". Esse questionamento foi feito em um congresso sobre vida sustentável. E isso não tem a ver apenas com debates ambientais. Temos que focar em nós, nas nossas vidas, em nosso comportamento e no importante papel que temos de cumprir para que tudo melhore.

5 de outubro de 2009

Desencontros para encontro

Foto do filme O Feitiço de Áquila (1985).
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“Amar outro ser humano é talvez a tarefa mais difícil que a nós foi confiada, a tarefa definitiva, a prova e o teste finais; a obra para a qual todas as outras não passam de mera preparação”.

Rainer Maria Rilke

Às vezes penso que já vivi o amor. Outras vezes penso que não. Falo aqui do amor, no meu caso, entre homem e mulher. São tantas definições que vejo por aí que acabo sempre na dúvida. E quando me deparo frente a essa imprecisão, me vem a “quase” certeza de que não conheço o amor. Isso porque diante da existência de um sentimento tão sublime, não haveria espaço para confusões. Penso que seria como estar diante de um elefante e não reconhecê-lo. Mas sinto também que o amor não é nada exagerado e ostensivo; imagino que seja simples, tranquilo e cheio de paz. A parte mais cáustica fica por conta da paixão e esta sim, conheço bem.


Diante dessa citação que deu inicio a este post, uma das minhas teorias ganha sentido. Explico. São tantos os desencontros que vivenciamos, e tão raros os encontros, que é como se estivéssemos realmente nos preparando para quando o amor finalmente chegar. Finalmente? Será que demora tanto? Gostamos de quem não gosta da gente, pessoas se interessam por nós e não damos a mínima, às vezes entramos em relacionamentos que tem “tudo” para dar certo e saímos deles jurando que eles tinham “tudo” para nem terem começado. Mas aí está o grande lance: acredito que todas as pessoas que aparecem em nossas vidas nos preparam para as seguintes. Isso ocorre sucessivamente até que estejamos prontos e maduros para o amor. Cada pessoa vem acompanhada de uma lição a ser aprendida. Juro que tenho tentado!


No dia a dia é mais complicado de perceber essa engenharia. Mas com o passar dos anos fica fácil perceber e reconhecer os erros cometidos e os ensinamentos provenientes de cada um deles. “Os anos fazem coisas que os dias desconhecem”. Não sei quem é o autor dessa frase, mas ela revela uma das grandes verdades dessa vida: que, no fim das contas, tudo tem propósito e sentido. Resta-nos ter paciência e fé até que o amor chegue e se revele.

2 de outubro de 2009

Fotos interessantes!


























Ah, gente! Eu mesma tenho sentido falta dos meus textos e das minhas divagaçãoes, mas ando tão sem inspiração! Deve ser a tpm. Enquanto minha mente não se ilumina, reparto com vocês conteúdos que gosto e, portanto, falam um pouco de mim. Achei essas fotos incríveis. Mesmo que haja montagem ou photoshop, elas não desmerecem minha admiração. Espero que gostem!