Habitantes!

30 de abril de 2009

Vazio

O coração está vazio e, ao mesmo tempo, apertado. Parece cheio, parece sufocado, mas em decorrência da ausência de um outro. Outro para sorrir junto, ou até para chorar, mas junto. Para amar, falar, escutar, sentir, gozar. Parece saudade do que ainda está por vir, isso existe? A carência é isso: um coração cheio de nada, sozinho. E há quem se negue a saciá-lo, proclamando uma suficiência que não existe.

Somos carentes e fim. E que bom. Assim a busca pelo outro passa a ser mais interessante, com mais álibi. E a vida segue sem demora, não há opção. E quando menos se espera, o outro está ali, bem ao seu lado, pronto para dividir a vida. Compartilhar! Sem essa de completar. Somos inteiros, apenas carentes de parceria capaz de fartar, além da mente, o corpo.

Um excelente feriado a todos, principalmente aos sedentos!

29 de abril de 2009

Linda canção!


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Eu e ela (Vander Lee)
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Gotas de amor, girassol
mares de sal, beijo, floral
pra falar nesse tempo, qual?
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Do ventre exposto ao sol
das flores postas no postal
quantas caras nesse jornal
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Foi quando a sede chamou
pra acordar nosso amor
fiz um tema na mão dela
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Já fez calor, temporal
você sem mim, tudo tão igual
tudo bem, mas estou bem mal
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Na TV não tem canal
seu brilho tão sem meu cristal
só tem música em meu dial
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Mais um poema acenou
pra acordar nosso amor
quando a noite me revela
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Sou eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu ela, eu e ela
quando a noite me revela

Marketing pela emoção!

A conexão emocional é um importante elemento estratégico do marketing para conquistar e manter relações entre as organizações e seus clientes. Sua maior importância reside na possibilidade única da empresa se diferenciar e se destacar em meio a uma realidade tão competitiva. Esse vínculo emocional com o cliente atribui diferenciação competitiva às empresas que optam por esta prática, além de fidelizar seu consumidor e fornecer rentabilidade. Na medida em que as emoções atribuem exclusividade a uma marca, essa passa a não concorrer mais com as demais – ela é única para aquele consumidor.

O cliente precisa se sentir individualizado e específico quando se relaciona com uma determinada marca. É aí que o vínculo emocional se estabelece. É assim que o cliente se apaixona. O marketing deve explorar os cinco sentidos humanos para arrebatar o coração do cliente. Deve comunicar com seu consumidor como um amigo que sabe de sua vida, entende suas necessidades, sabe dos problemas e, acima de tudo, importa-se com ele.

Não há uma receita exata. Se cada cliente é único, cada caso também o é. Números e cálculos não diferenciam. Relacionamento exige bom senso, respeito e responsabilidade. É importante estar atento a mais rica fonte de informação e oportunidade que se pode ter: o ser humano. Dessa forma, cliente e empresa saem lucrando.

28 de abril de 2009

Boa pergunta



Em um congresso sobre vida sustentável, a melhor ponderação feita ficou por conta de uma pergunta levantada por um dos ouvintes:


"Todos estão pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos... quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"


Recebido por e-mail. Autor desconhecido. Mas não deixa de ser um excelente convite à reflexão! Obrigada, Xú!

Zan e Jayna!


Agora temos nossos apelidos, Querido! Ativar!!!

27 de abril de 2009

Abrace essa idéia!

Clama-se pela execução de uma reforma política que moralize e dignifique a representação política do país. Mas como exigir que os macacos serrem o galho onde estão sentados? O que fazer para que os políticos eleitos abram mão de seus próprios benefícios e regalias? O que fazer para que eles trabalhem corretamente?

Relaxem, eu tenho um plano!
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Projeto Voluntário Político!

Já que milhares de voluntários se encarregam de executar as tarefas que o Estado e seus políticos deveriam cumprir, porque não tornar todos os cargos políticos voluntários? Acho que irão gostar, pois não criaram o mesário voluntário nas eleições? Seria perfeito!

Isso atrairia para o meio político gente comprometida com o bem comum, gente que vive o mundo comum e que pensa como o cidadão comum. E o mais fundamental: atrairia gente descomprometida só com dinheiro, status e poder. Se recebendo gordas quantias em dinheiro (legalmente ou não) os políticos não fazem seu trabalho, talvez não recebendo nada, possam fazer mais ou pelo menos tenham mais inspiração para fazer. Só assim eles farão o que realmente interessa ao povo.

Toda essa bandalheira e essa sucessão de escândalos que nos assaltam (literalmente), reforça a questão. Os políticos tem que levar uma vida normal, como todo e qualquer trabalhador. Afinal, como eles podem saber das más condições de nossas estradas, se eles só andam de avião? Como acabar com filas, se eles não freqüentam bancos e postos de saúde? Como manter o preço das tarifas de ônibus se eles só andam de carros de luxo com motorista? Como representam o POVO, se os políticos levam uma vida de fantasia, tão distinta da realidade brasileira? E haja pergunta! Mas, e aí? Algum político se candidata?

24 de abril de 2009

Minha amiga Morte!

Pessoas! Ainda não acabei de ler “A menina que roubava livros”, mas estou tão fascinada pelo livro que não vou esperar seu fim para comentar sobre ele.

Para começo de conversa, quem nos conta a história é (que rufem os tambores): a Morte! E garanto a vocês que a sensação de amizade ou, no mínimo, de cumplicidade que estabelecemos com essa tão temida narradora é extasiante! A morte nos revela alguns de seus segredos, nos aponta os enganos que cometemos e de repente passamos a vê-la com ternura (por mais incrível que isso possa parecer).

Separei esse trecho, página 271, revelador, onde minha nova amiga diz:

“Eu não carrego gadanha nem foice.
Só uso um manto preto com capuz quando faz frio.
E não tenho aquelas feições de caveira
que vocês parecem gostar de me atribuir à distância.
Quer saber a minha verdadeira aparência?
Eu ajudo. Procure um espelho enquanto continuo”.


Antes ela era distante e assustadora para mim. Agora é próxima e reveladora. Realmente, como está escrito na contracapa do livro: “Quando a morte conta uma história, você deve parar para escutar”!

23 de abril de 2009

Eu sei, mas não devia

"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma".

Marina Colasanti

Recebi esse texto de uma amiga, exatamente em 15 de outubro de 1996, via fax! Ele foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09. Os comentários sobre ele ficam a cabo de vocês!

22 de abril de 2009

Música!

Bem, amigos da rede....!

Hoje falarei de música. Do que ela representa para mim. No
texto do Arthur da Távola, é dito que “a música é a sobremesa da vida”. Concordo, mas para mim ela vai além, faz a gente viajar no tempo, diz o que queremos dizer, nos faz lembrar de coisas que a gente nem lembra mais, enfim, acho que ela toca na alma da gente.

Ontem, na casa de “um grande amigo meu” (ele ama ser chamado assim), pegamos um coleção de discos da Legião Urbana e, examinando os livretos, começamos a cantar. Meus olhos enchiam d’água, sentia uma alegria maluca e me dava uma saudade de um tempo bom, nada de específico, saudade de um tempo que era embalado pelas músicas que estávamos cantando ali no sofá (ou sufá, como diz esse “meu grande amigo”). Lembrei da turma do especial que me levava para o colégio. Nessa época o grande desafio era saber cantar a música Faroeste Cabolclo inteira. E seguíamos para a escolinha cantando, todos chiques, todos superstars!

Se parasse para rever minha vida, ela teria uma enorme trilha sonora. Muito eclética também. Gosto de tudo um pouco. Me atenho muito às letras. A partir de agora porei aqui algumas músicas que gosto, que me dizem algo. Marcarei nas letras as melhores partes! Sintam-se à vontade para indicar ou me lembrar de alguma. Aliás, fiquem à vontade para tudo.



Faltando um pedaço (Djavan)

o amor é um grande laço
um passo pr'uma armadilha
um lobo correndo em círculo
pra alimentar a matilha
comparo sua chegada
com a fuga de uma ilha
tanto engorda quanto mata
feito desgosto de filha, de filha

o amor é como um raio
galopando em desafio
abre fendas, cobre vales
revolta as águas dos rios
quem tentar seguir seu rastro
se perderá no caminho
na pureza de um limão
ou na solidão do espinho

o amor e a agonia
cerraram fogo no espaço
brigando horas a fio
o cio vence o cansaço
e o coração de quem ama
fica faltando um pedaço
que nem a lua minguando
que nem o meu nos seus braços

20 de abril de 2009

Comunicação digital e analógica


A comunicação é uma área de extrema complexidade, mas que sofre com a banalização do tema. Isso se deve ao princípio de que, se a pessoa fala e/ou escreve, ela sabe se comunicar. Todos se consideram comunicadores natos, mas a comunicação vai muito além. Saber se comunicar implica em saber se fazer entender. O grande objetivo da comunicação é ser eficaz. Todo o blá blá blá do mundo, as várias palavras difíceis e demais artifícios não tem valor se a mensagem emitida não for compreendida por quem a recebe. Muito se fala e pouco se entende. E tratem de entender bem o que digo aqui, para que eu não me desmoralize!

É fascinante e imprescindível se comunicar bem. Isso vale para relacionamentos pessoais e profissionais, indistintamente, devida a importância e o cuidado que ambos exigem de nós. Uma boa comunicação rende excelentes relacionamentos. Principalmente quando sabemos o que dizer, de que forma, onde e quando, mesmo que não usando palavras. Já pensou nisso?

Para nos comunicar utilizamos dois modos de comunicação: o analógico e o digital. O modo digital é toda forma de comunicação que possa ser representada por dígitos convencionados: a escrita, a fala, os nomes que atribuímos às coisas. Por exemplo: gato é um nome atribuído, por todos os nativos da língua portuguesa, a um animal específico, mamífero, etc. Até aqui nenhuma grande surpresa, não é?

Já no modo analógico, o mesmo gato seria representado por um desenho ou por uma mímica, ou por qualquer outra analogia. Um dos autores que consultei (Watzlawick et al), diz que a comunicação analógica é toda a comunicação não-verbal, que envolve sintomas, “[...] postura, gestos, expressão facial, inflexão de voz, seqüência, ritmo e cadência das próprias palavras, e qualquer outra manifestação não-verbal de que o organismo seja capaz”. O autor ainda acrescenta a importância das influências externas no modo analógico de comunicação que são “[...] as pistas comunicacionais infalivelmente presentes em qualquer contexto em que a interação ocorra”.

É o modo analógico que aborda o campo das relações, já que tendemos a confiar quase que exclusivamente nele. Graças ao modo analógico, também nos é possível comunicar com os animais, já que é sabido que eles não falam! O autor, que citei acima, revela: “[...] as vocalizações, os movimentos intencionais, e os sinais de humor dos animais são comunicações analógicas pelas quais eles definem a natureza de suas relações [...]. Sempre que a relação é o ponto central da comunicação, verificamos que a linguagem digital é anódina. Este não é apenas o caso entre animais e entre homem e animal, mas em muitas outras contingências da vida humana, por exemplo, no namoro, amor, socorro, combate [...]”.

Viram? Não se pode desprezar, no ato da comunicação, gestos, suspiros, sorrisos, pois todo o “corpo fala”. Baseando-se no aspecto corpo/mente/reação, o relacionamento humano se torna um grande mistério que pode, às vezes, ser sondado e definido. Nem tudo precisa ser dito. Dotada de conteúdo e estabelecendo relações, a comunicação é fruto da coexistência e interação dos modos digital e analógico. Simultaneamente. Faça bom uso dos dois e aprimore sua comunicação. Lembre-se: até o silêncio pode ser revelador!

Mais comunicação!



Esse vídeo foi exibido ontem no Fantástico. É uma visão bem humorada do quanto é importante, e ao mesmo tempo difícil, se comunicar. Ele exemplifica um pouco do texto que escrevi acima. Divirtam-se!

17 de abril de 2009

Colham seus morangos!

Li uma vez um conto, desses que trazem uma lição no final. Não vou lembrar de todas as palavras da historinha, mas vou tentar chegar perto:

Era uma vez um homem que estava correndo, fugindo de duas onças ferocíssimas. Ele correu, o caminho acabou e ele começou a caiu em um abismo. Ao cair, conseguiu se segurar nas raízes de uma árvore e ficou pendurado. Quando olhou para baixo, lá estava um urso enorme, faminto e à sua espera. Ele não tinha saída. Sua situação era péssima e tendia a piorar. Foi quando ele olhou para o barranco ao seu lado e viu um morango. A fruta era linda, suculenta e absolutamente vermelha! O homem esticou a mão, colheu a fruta e a saboreou.

Moral da história: Sempre haverá morangos. Por pior que seja o momento, ele sempre nos reserva um lado bom. É só procurar por ele e reconhecê-lo!

Eu li essa fábula há muito tempo atrás e, desde então, a inseri no meu cotidiano. Na segunda passada, voltando para casa, o trânsito estava um horror. Odeio (farei um post depois sobre mais essa minha indignação)! Para piorar, eu ainda tinha esquecido de abastecer o carro e estava aflita para chegar a um posto de gasolina.

Cheguei no posto e adivinhem: lá tinha uma Araújo! Depois de abastecer o carro, comprei uma coquinha e uma barra de chocolate e segui meu caminho, feliz da vida!

Lembrem-se sempre: a gente está aqui é para ser feliz! Colham todos os seus morangos.

16 de abril de 2009

Jô e suas "meninas"!

No primeiro post deste blog (Nossa indigestão política) escrevi sobre a nossa inércia diante de um tema que nos afeta diretamente e pelo qual não nutrimos interesse. E desse desinteresse vem o caos que assistimos todos os dias.

Graças ao nosso bom Deus, “As meninas do Jô” voltaram. Elas são uma excelente pedida para que possamos tomar conhecimento e entender a zorra que se instaurou no Brasil. Sempre às quartas-feiras, Jô e suas "Meninas” debatem os temas do momento. Ontem participaram: Lucia Hippólito, Ana Maria Tahan, Lílian Witte Fibe, Flávia de Oliveira e Cristiana Lobo. As constantes alfinetadas, a ironia das críticas e a falta de censura sobre as revelações dos bastidores políticos são imperdíveis. Assistam!

Ao invés de dormir,
precisamos acordar!



15 de abril de 2009

Descobri!


Agora já sei porque eu ando nessa pindaíba!!! kkkkk

Isabel Allende

Já li vários livros escritos por Isabel Allende. São delíciosos! Depois indicarei alguns nos meus "Livros de Inspiração". Mas literalmente DOLICIOSO é o "Afrodite: Contos, Receitas e Outros Afrodisíacos". Nesse livro a autora traça um paralelo entre duas das melhores coisas desse mundo: comer! Ela inclusive revela sua atração por homens que sabem cozinhar - coisa que realmente é um delírio! Separei alguns trechos do livro para vocês se deliciarem e terem uma idéia do que eu estou falando!
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"Os afrodisíacos são a ponte entre a gula e a luxúria".
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"Arrependo-me dos pratos deliciosos rejeitados por vaidade, tanto como lamento as oportunidades de fazer amor que deixei passar para me dedicar a tarefas pendentes ou por virtude puritana, já que a sexualidade é um componente da boa saúde, inspira a criação e é parte do caminho da alma... Infelizmente, demorei trinta anos para descobrir isto".
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"O único afrodisíaco verdadeiramente infalível é o amor. Nada consegue deter a paixão acesa de duas pessoas apaixonadas. Neste caso não importam os achaques da existência, o furor dos anos, o envelhecimento físico ou a mesquinhez das oportunidades; os amantes dão um jeito de se amarem porque, por definição, esse é o seu destino."
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“Apetite e sexo são os grandes motores da história, preservam e propagam a espécie, provocam guerras e canções, influenciam religiões, lei e arte. (...) Gula e luxúria, que tantas loucuras nos fazem cometer, têm a mesma origem: o instinto de sobrevivência”.

14 de abril de 2009

Sunscreen! Filtro Solar!

Crianças do meu Brasil, fonte retirada da internet exige cautela. Mas vamos a ela! Esse vídeo me emocionou cada uma das cem milhões de vezes que o assisti - e ainda assisto! O texto original de "Filtro Solar (Sunscreen)", foi escrito pela colunista Mary Schmich e publicado em sua coluna no Chicago Tribune em junho de 1997. Mais tarde, musicado (Everybody's Free [To Feel Good]) e tranformado em video, passou a fazer parte do portifólio da agência DM9DDB, ao ser produzido em 1999. O "Filtro Solar" ficou conhecido aqui no Brasil após um discurso de Ano Novo proferido por Pedro Bial na telinha. Como prefiro (mil vezes) a versão original, é ela que coloco aqui. De uma maneira ou de outra, é imperdível. Imagens e trilha maravilhosas!
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Caso alguém prefira apenas ler a legenda do vídeo, aqui vai ela transcrita:
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"Senhoras e senhores da turma de 99,

Usem filtro solar. Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, diria: “usem filtro solar”. Os benefícios, a longo prazo, do uso do filtro solar foram cientificamente provados. Os demais conselhos que dou baseiam-se unicamente em minha própria experiência. Eis aqui um conselho:

Desfrute do poder e da beleza de sua juventude. Oh, esqueça. Você só vai compreender o poder e a beleza de sua juventude quando já tiverem desaparecido. Mas acredite em mim. Dentro de vinte anos, você olhará suas fotos e compreenderá, de um jeito que não pode compreender agora, quantas oportunidades se abriram para você e o quanto era realmente fabuloso.

Você não é tão gordo quanto você imagina.

Não se preocupe com o futuro, ou se preocupe, se quiser, sabendo que a preocupação é tão eficaz quanto tentar resolver uma equação de álgebra mascando chiclete. É quase certo que os problemas que realmente têm importância em sua vida são aqueles que nunca passaram por sua mente, tipo aqueles que tomam conta de você às 4 da tarde em alguma terça-feira ociosa.

Todos os dias, faça alguma coisa que seja assustadora.

Cante.

Não trate os sentimentos alheios de forma irresponsável. Não tolere aqueles que agem de forma irresponsável em relação a você.

Relaxe.

Não perca tempo com a inveja. Algumas vezes você ganha, algumas vezes você perde.

A corrida é longa e, no final, tem que contar só com você.

Lembre-se dos elogios que recebe. Esqueça os insultos (se conseguir fazer isto, me diga como).

Guarde suas cartas de amor. Jogue fora teus velhos estratos bancários.

Estique-se.

Não tenha sentimento de culpa se não sabe muito bem o que quer ser da vida. As pessoas mais interessantes que conheço não tinham, aos 22 anos, nenhuma idéia do que fariam na vida. Algumas das mais interessantes de 40 anos que conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio, seja gentil com teus joelhos. Você sentirá falta deles quando não funcionarem mais.

Talvez você se case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos 40, talvez dance uma valsinha quando tiver 75 anos de casamento.

O que quer que faca, não se orgulhe nem se critique demais. Todas as tuas escolhas tem 50% de chance de dar certo, como as escolhas de todos os demais.

Curta teu corpo da maneira que puder. Não tenha medo dele ou do que as outras pessoas pensem dele. Ele é teu maior instrumento.

Dance. Mesmo que o único lugar que você tenha para dançar seja sua sala de estar.

Leia todas as indicações, mesmo que você não as siga.

Não leia revista de beleza. A única coisa que elas fazem é mostrar você como uma pessoa feia.

Saiba entender teus pais. Você nunca sabe a falta que vai sentir deles. Seja agradável com teus irmãos. Eles são seu melhor vínculo com seu passado e aqueles que, no futuro, provavelmente nunca deixaram você na mão.

Entenda que os amigos vão e vêm, mas que há um punhado deles, preciosos, que você tem que guardar com carinho.

Trabalhe duro para transpor os obstáculos geográficos e da vida, porque quanto mais você envelhece tanto mais precisa das pessoas que conheceram você na juventude.

More em Nova York, mas mude-se antes que a cidade transforme você em uma pessoa dura. More no Norte da Califórnia, mas mude-se antes de tornar-se uma pessoa muito mole.

Viaje.

Aceite certas verdades eternas: os preços sempre vão subir; os políticos são todos mulherengos; você também vai envelhecer. E quando envelhecer, vai fantasiar que, quando era jovem, os preços eram acessíveis, os políticos eram nobres de alma e as crianças respeitavam os mais velhos. Respeite as pessoas mais velhas. Não espere apoio de ninguém.

Talvez você tenha uma aposentadoria. Talvez tenha um cônjuge rico. Mas você nunca sabe quando um ou outro podem desaparecer.

Não mexa muito em seu cabelo. Senão, quando tiver 40 anos, vai ficar com a aparência de 85.
Tenha cuidado com as pessoas que lhe dão conselhos, mas seja paciente com elas. Conselho é uma forma de nostalgia. Dar conselhos é uma forma de resgatar o passado da lata de lixo, limpá-lo, esconder as partes feias e reciclá-lo por um preço maior do que realmente vale.

Mas, acredite em mim quando eu falo do filtro solar".

13 de abril de 2009

Hoje é o Dia do Beijo

Amo beijar. Não tem coisa melhor. Até essa outra coisa que você pensou exige bons beijos. E para homenagear esse dia pesquei, na rede, algumas fotos. Ou a boca enche de água ou o coração de ternura! Beijo de amor, de paixão, de carinho, de respeito - são tantos - molhados, selvagens, doces, gulosos, ingênuos! Como diz minha amiga Marisa Monte:

Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...

Aproveitem bem o dia, de um jeito ou de outro ou de todos!




As prometidas fotos!


Fotos da Praia Rasa, Búzios. Espero ter justificado minha ausência!

7 de abril de 2009

Bom feriado!

Amigos,
Muito provavelmente me afastarei um pouco de vocês nesse feriado que se aproxima. Aproveitem ele com bastante saúde, da forma de melhor lhes convier, e prometo fazer o mesmo. Comam muitos chocolates!
Tentarei postar nos próximos dias, mas caso não consiga, reencontro vocês na segundona, com uma foto capaz de justificar minha ausência! Inté...

Mais uma do Chaplin

Quando me amei de verdade, compreendi que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E, então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades. Hoje sei que isso é autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento . Hoje chamo isso de amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é respeito.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável: pessoas , tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes. Hoje descobri a humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é saber viver”.

Charles Chaplin

6 de abril de 2009

Vinde a mim os pequeninos

Tenho mantido contato com pessoinhas que há pouco passaram a existir. A primeira delas foi o Olavo, que nasceu em outubro passado. Na última sexta-feira nasceu o Arthur, que conheci no sábado. Ontem, domingo, conheci a Laura e recebi a notícia do nascimento do Pietro. Quantos! E todos tão próximos que me obrigaram a refletir sobre o assunto. São tão pequenos em tamanho, mas enormes em significado. Eles mudam tudo: rotinas, convicções, valores, prioridades. Chegam com ar de quem não quer nada e já são tudo.

Ao ver esses pequenos, tão dependentes e tão frágeis, me vem à mente a soberania das mães. O zelo que os bebês exigem me fazem indigna da mãe que tenho. Quando imagino (já que não lembro) que fui daquele tamanho, dependi dos mesmos cuidados e que hoje, em muitos momentos, sou ríspida com minha mãe, me envergonho da tamanha leviandade que pratico. Mas acontece nas melhores famílias e em todos os divãs. Nós, depois de crescidos, buscamos uma perfeição em nossas mães que não existe e não tem que existir. Elas são perfeitas em si. Não há perfeição sem imperfeições. Elas são humanas, esqueceu, Thaís?

Mas insistimos. Penso que isso se deve à enorme referência que elas representam em nossas vidas. E seus erros nos remetem às nossas próprias imperfeições. Seus erros evidenciam os nossos. E só damos conta disso quando somos paridos novamente, quando saímos do “lar, doce lar” e somos soltos no mundo, mundo que não perdoa.

E mesmo depois de crescidos continuamos nossas exigências. Só mudam os objetos. Do peito à mamadeira, da mamadeira à comida posta na mesa. E aí me grita o tamanho do laço materno que nos envolve. Eternamente! Depois do ventre e depois do seio, não há como ser diferente. Mãe é mãe. A presença ou a ausência delas são igualmente enormes. São nossa raiz. E negá-las é negar a si próprio.

Essa é a lei natural da vida: nascer, crescer, reproduzir e morrer. Já nasci, lhes garanto. Ainda estou crescendo. Parte de mim já se reproduz nesses pequenos que nascem de barrigas próximas. Não sei se morrerei tendo gerado um. Mas uma coisa já é clara para mim: os bebês é que dão sentido a cada batida do nosso coração. São o que faz tudo valer a pena. São um convite à esperança e ao que a vida quer de nós! Eles nos continuam.
Minha mãe grávida de mim!

2 de abril de 2009

Coisas que a vida ensina depois dos 40

Amor não se implora, não se pede não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor.
O amor... Ah o amor!...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo: quem ama é sempre muito amado.
E vive a vida mais alegremente".

----------------------------------------------------------Artur da Távola


Recebi esse texto de uma amiga e gostei tanto que decidi compartilhá-lo com vocês. Amigos, economizem tempo e aprendam o quanto antes.

1 de abril de 2009

1º de Abril, sua calça caiu!

Hoje não poderia ser diferente. Falaremos da mentira. Meu pai, uma constante referência, diz que mentir dá sempre trabalho em dobro: mentir e ter que desmentir depois ou mentir e ter que sustentar a mentira com várias outras.

Mentira: ato de mentir; falsidade; engano propositado; peta, ilusão. Mentir: dizer o que não é verdade; dizer o que se não pensa; enganar; falhar, malograr-se; faltar; não cumprir o prometido ou o que era de esperar.

Agora, se está todo mundo careca de saber o que é mentira, porque se mente tanto? E além das mentira, porque há tanta falta de talento nelas? A maioria é tão mal elaborada. É subestimar demais a inteligência humana.

A verdade pode até doer, mas ela nos liberta. Ser verdadeiro é ser autêntico, é se deixar gostar como é, com virtudes e defeitos. Quem é autêntico economiza ilusões, próprias e alheias. A verdade é sinônimo de respeito próprio e de respeito com o outro. Já mentir é negar as próprias verdades. Renato Russo dizia que “mentir para si mesmo é sempre a pior mentira”.

Pare de “não cumprir o prometido ou o que era de esperar”. Honre seus compromissos. Não faça do sentimento alheio o seu playgroud! Seja digno da confiança que depositam em você. Seja corajoso.
Que esse texto inspire os reles mortais e os reles políticos também! Que hoje, apenas e somente hoje, seja o Dia da Mentira. Vamos brincar de mentir só um dia em cada ano!