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18 de março de 2009

E agora, Clodovil?


É. Tem gente que veio aqui para fazer diferença mesmo. A Bíblia ensina: “Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito”. Clodovil foi mais do que quente, foi explosivo. Foi um exemplo. Exemplo inclusive da minha teoria de que os bons políticos adoecem.

Clodovil dizia que “viver é um ato político”. Por saber viver se enveredou no mundo político. Foi um virtuoso porta-voz do povo brasileiro. Falava a verdade e questionava os absurdos que todos nós engolimos diariamente. "Brasília nunca mais será a mesma". Estas foram suas palavras ao ser eleito deputado federal com 493.951 votos, o terceiro mais votado do estado de São Paulo.

Durante seu curto mandato, o estilista, comunicador e deputado, incitou diversas vezes a moral na Câmara Federal. Uma delas foi quando reclamou da falta de atenção de seus colegas de plenário no momento de um de seus pronunciamentos: "Eu não sei o que é decoro com um barulho desses enquanto a gente fala. Parece um mercado e isso aqui é a Casa do povo”. Elementar, minha gente, pois se lá eles não se escutam, quiçá escutarão a nossa voz. Pois é, perdemos o Clodovil Hernandes.

Dentre as 55 preposições da autoria do parlamentar, destaco aqui uma que convoca plebiscito sobre a redução do número de Deputados Federais, de 513 para 250. Idéia simples e genial que abalaria muitos apartamentos funcionais da capital federal. E agora José? Quem poderá nos defender?

Enfim, parece que os bons sempre morrem cedo demais. Renato Russo cantava que “os bons morrem jovens”. Mas Clodovil soube viver e aproveitou honestamente a oportunidade de representar o povo brasileiro. O que vale é ser digno dos desígnios de Deus e ser exemplo de que não estamos aqui a passeio.

3 comentários:

Fábio Calab disse...

Oi Querida... Ele nao morreu... Virou porpurina...hehehehe...Mas falando sério... Só de ter colocado a publico a sua homosexualidade e fazendo isso a 40 ou 45 anos atras já mostra que ele nao é mais um na multidao... Gostava do modo irreverente e nao fugia de nada... afinal ele é mais macho que muito homem aí... Ficará para sempre na nossa memória... e uma das pessoas mais imitadas que eu tenha visto... verdadeiramente nao era um qualquer .. Bjocas

Aloisio Carvalho disse...

Olá Tatá...Gostei muito do seu comentário sobre o polêmico Depuatado. Ele chegou tarde demais lá no Congresso Nacional, com suas idéias,sua experiência de vida e seu jeito franco de ser, acho que muita coisa seria diferente naquela ostensiva "casa do povo". Enfim vamos torcer que outros "Clôs" de vez em quando apareçam por lá.

Thaís Cordeiro Gomes disse...

Por falar em purpurina, ele disse uma vez: "Se o Collor tinha aquilo roxo, o meu é cor-de-rosa choque". Realmente ele era muito macho que muitos homens desse país. Era corajoso!

Temos que torcer sim para que mais "Clôs" apareçam e e dignifiquem o Brasil.