
O senador Pedro Simon é um exemplo de boa representação pública a ser seguido com urgência pelos demais parlamentares desse país. Transcrevo aqui, uma matéria publicada no último dia 12, pela Agência Senado, no site da instituição. Nela é detalhada a defesa que Simon fez à instalação da CPI da Petrobras.
Se o tema “CPI Petrobras” soar enfadonho a você, cuidado:
O DESCASO COM O BRASIL PODE SER CONTAGIOSO!
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) criticou, em pronunciamento feito no final da manhã desta sexta-feira (12), a demora na instalação da comissão parlamentar de inquérito que vai investigar a Petrobras. Para o senador, o suposto desacordo entre PMDB e PT quanto à indicação do presidente e do relator da comissão seria "um esquema que foi feito para ganhar tempo".
- Para mim, não existe crise nenhuma, nem do Lula com o Renan, nem do Renan com o Jucá, nem de ninguém com ninguém. É tudo de mentirinha - disse, referindo-se ao líder do PMDB, Renan Calheiros (AL) e ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). De acordo com a imprensa, o governo gostaria que Jucá fosse o relator da CPI, mas Renan preferiria outro parlamentar; essa seria uma das razões para a demora na instalação da comissão.
Simon também sugeriu que o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), deixasse a relatoria da CPI das ONGs, apesar de classificar como "excepcional" o plano de trabalho apresentado pelo senador tucano para a comissão que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos destinados a organizações não governamentais. A troca do relator - anteriormente era o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) -, feita pelo presidente da CPI, Heráclito Fortes (DEM-PI), vem sendo apresentada pelos líderes governistas como um dos motivos para adiar a instalação da CPI da Petrobras.
Em seu pronunciamento, o senador gaúcho fez questão de ressaltar a importância da Petrobras, lembrando as lutas travadas para que fosse criada e o seu papel de destaque no mundo contemporâneo. Mas disse que é preciso investigar.
- Não conte comigo para querer atingir a Petrobras. Mas também não vamos nos acovardar no sentido de não querer conhecer as coisas que estão acontecendo - afirmou.
Simon também criticou o modo como as comissões parlamentares de inquérito vêm sendo tratadas no Senado Federal, muitas vezes usadas como objeto da luta político-partidária. Ele acrescentou que, por isso, não acredita na CPI da Petrobras.
- Sinceramente, não acredito. Machuca ter que dizer isto, mas nós não temos espírito público. Faltou a este Congresso grandeza. Faltou a este Congresso entender que somos homens políticos, partidários. Temos ideias, temos princípios, mas somos cidadãos! Nós temos personalidade. E, numa CPI, nós nos transformamos em juízes e temos que ser imparciais. Na CPI! Aqui, não. Quem é de um lado vota daquele lado; quem é do outro lado vota contra aquele lado. Ninguém quer buscar a verdade. Mataram a CPI. Esfacelaram a CPI no Senado Federal.





