Habitantes!

30 de abril de 2009

Vazio

O coração está vazio e, ao mesmo tempo, apertado. Parece cheio, parece sufocado, mas em decorrência da ausência de um outro. Outro para sorrir junto, ou até para chorar, mas junto. Para amar, falar, escutar, sentir, gozar. Parece saudade do que ainda está por vir, isso existe? A carência é isso: um coração cheio de nada, sozinho. E há quem se negue a saciá-lo, proclamando uma suficiência que não existe.

Somos carentes e fim. E que bom. Assim a busca pelo outro passa a ser mais interessante, com mais álibi. E a vida segue sem demora, não há opção. E quando menos se espera, o outro está ali, bem ao seu lado, pronto para dividir a vida. Compartilhar! Sem essa de completar. Somos inteiros, apenas carentes de parceria capaz de fartar, além da mente, o corpo.

Um excelente feriado a todos, principalmente aos sedentos!

29 de abril de 2009

Linda canção!


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Eu e ela (Vander Lee)
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Gotas de amor, girassol
mares de sal, beijo, floral
pra falar nesse tempo, qual?
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Do ventre exposto ao sol
das flores postas no postal
quantas caras nesse jornal
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Foi quando a sede chamou
pra acordar nosso amor
fiz um tema na mão dela
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Já fez calor, temporal
você sem mim, tudo tão igual
tudo bem, mas estou bem mal
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Na TV não tem canal
seu brilho tão sem meu cristal
só tem música em meu dial
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Mais um poema acenou
pra acordar nosso amor
quando a noite me revela
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Sou eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu ela, eu e ela
quando a noite me revela

Marketing pela emoção!

A conexão emocional é um importante elemento estratégico do marketing para conquistar e manter relações entre as organizações e seus clientes. Sua maior importância reside na possibilidade única da empresa se diferenciar e se destacar em meio a uma realidade tão competitiva. Esse vínculo emocional com o cliente atribui diferenciação competitiva às empresas que optam por esta prática, além de fidelizar seu consumidor e fornecer rentabilidade. Na medida em que as emoções atribuem exclusividade a uma marca, essa passa a não concorrer mais com as demais – ela é única para aquele consumidor.

O cliente precisa se sentir individualizado e específico quando se relaciona com uma determinada marca. É aí que o vínculo emocional se estabelece. É assim que o cliente se apaixona. O marketing deve explorar os cinco sentidos humanos para arrebatar o coração do cliente. Deve comunicar com seu consumidor como um amigo que sabe de sua vida, entende suas necessidades, sabe dos problemas e, acima de tudo, importa-se com ele.

Não há uma receita exata. Se cada cliente é único, cada caso também o é. Números e cálculos não diferenciam. Relacionamento exige bom senso, respeito e responsabilidade. É importante estar atento a mais rica fonte de informação e oportunidade que se pode ter: o ser humano. Dessa forma, cliente e empresa saem lucrando.

28 de abril de 2009

Boa pergunta



Em um congresso sobre vida sustentável, a melhor ponderação feita ficou por conta de uma pergunta levantada por um dos ouvintes:


"Todos estão pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos... quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"


Recebido por e-mail. Autor desconhecido. Mas não deixa de ser um excelente convite à reflexão! Obrigada, Xú!

Zan e Jayna!


Agora temos nossos apelidos, Querido! Ativar!!!

27 de abril de 2009

Abrace essa idéia!

Clama-se pela execução de uma reforma política que moralize e dignifique a representação política do país. Mas como exigir que os macacos serrem o galho onde estão sentados? O que fazer para que os políticos eleitos abram mão de seus próprios benefícios e regalias? O que fazer para que eles trabalhem corretamente?

Relaxem, eu tenho um plano!
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Projeto Voluntário Político!

Já que milhares de voluntários se encarregam de executar as tarefas que o Estado e seus políticos deveriam cumprir, porque não tornar todos os cargos políticos voluntários? Acho que irão gostar, pois não criaram o mesário voluntário nas eleições? Seria perfeito!

Isso atrairia para o meio político gente comprometida com o bem comum, gente que vive o mundo comum e que pensa como o cidadão comum. E o mais fundamental: atrairia gente descomprometida só com dinheiro, status e poder. Se recebendo gordas quantias em dinheiro (legalmente ou não) os políticos não fazem seu trabalho, talvez não recebendo nada, possam fazer mais ou pelo menos tenham mais inspiração para fazer. Só assim eles farão o que realmente interessa ao povo.

Toda essa bandalheira e essa sucessão de escândalos que nos assaltam (literalmente), reforça a questão. Os políticos tem que levar uma vida normal, como todo e qualquer trabalhador. Afinal, como eles podem saber das más condições de nossas estradas, se eles só andam de avião? Como acabar com filas, se eles não freqüentam bancos e postos de saúde? Como manter o preço das tarifas de ônibus se eles só andam de carros de luxo com motorista? Como representam o POVO, se os políticos levam uma vida de fantasia, tão distinta da realidade brasileira? E haja pergunta! Mas, e aí? Algum político se candidata?

24 de abril de 2009

Minha amiga Morte!

Pessoas! Ainda não acabei de ler “A menina que roubava livros”, mas estou tão fascinada pelo livro que não vou esperar seu fim para comentar sobre ele.

Para começo de conversa, quem nos conta a história é (que rufem os tambores): a Morte! E garanto a vocês que a sensação de amizade ou, no mínimo, de cumplicidade que estabelecemos com essa tão temida narradora é extasiante! A morte nos revela alguns de seus segredos, nos aponta os enganos que cometemos e de repente passamos a vê-la com ternura (por mais incrível que isso possa parecer).

Separei esse trecho, página 271, revelador, onde minha nova amiga diz:

“Eu não carrego gadanha nem foice.
Só uso um manto preto com capuz quando faz frio.
E não tenho aquelas feições de caveira
que vocês parecem gostar de me atribuir à distância.
Quer saber a minha verdadeira aparência?
Eu ajudo. Procure um espelho enquanto continuo”.


Antes ela era distante e assustadora para mim. Agora é próxima e reveladora. Realmente, como está escrito na contracapa do livro: “Quando a morte conta uma história, você deve parar para escutar”!

23 de abril de 2009

Eu sei, mas não devia

"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma".

Marina Colasanti

Recebi esse texto de uma amiga, exatamente em 15 de outubro de 1996, via fax! Ele foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09. Os comentários sobre ele ficam a cabo de vocês!

22 de abril de 2009

Música!

Bem, amigos da rede....!

Hoje falarei de música. Do que ela representa para mim. No
texto do Arthur da Távola, é dito que “a música é a sobremesa da vida”. Concordo, mas para mim ela vai além, faz a gente viajar no tempo, diz o que queremos dizer, nos faz lembrar de coisas que a gente nem lembra mais, enfim, acho que ela toca na alma da gente.

Ontem, na casa de “um grande amigo meu” (ele ama ser chamado assim), pegamos um coleção de discos da Legião Urbana e, examinando os livretos, começamos a cantar. Meus olhos enchiam d’água, sentia uma alegria maluca e me dava uma saudade de um tempo bom, nada de específico, saudade de um tempo que era embalado pelas músicas que estávamos cantando ali no sofá (ou sufá, como diz esse “meu grande amigo”). Lembrei da turma do especial que me levava para o colégio. Nessa época o grande desafio era saber cantar a música Faroeste Cabolclo inteira. E seguíamos para a escolinha cantando, todos chiques, todos superstars!

Se parasse para rever minha vida, ela teria uma enorme trilha sonora. Muito eclética também. Gosto de tudo um pouco. Me atenho muito às letras. A partir de agora porei aqui algumas músicas que gosto, que me dizem algo. Marcarei nas letras as melhores partes! Sintam-se à vontade para indicar ou me lembrar de alguma. Aliás, fiquem à vontade para tudo.



Faltando um pedaço (Djavan)

o amor é um grande laço
um passo pr'uma armadilha
um lobo correndo em círculo
pra alimentar a matilha
comparo sua chegada
com a fuga de uma ilha
tanto engorda quanto mata
feito desgosto de filha, de filha

o amor é como um raio
galopando em desafio
abre fendas, cobre vales
revolta as águas dos rios
quem tentar seguir seu rastro
se perderá no caminho
na pureza de um limão
ou na solidão do espinho

o amor e a agonia
cerraram fogo no espaço
brigando horas a fio
o cio vence o cansaço
e o coração de quem ama
fica faltando um pedaço
que nem a lua minguando
que nem o meu nos seus braços

20 de abril de 2009

Comunicação digital e analógica


A comunicação é uma área de extrema complexidade, mas que sofre com a banalização do tema. Isso se deve ao princípio de que, se a pessoa fala e/ou escreve, ela sabe se comunicar. Todos se consideram comunicadores natos, mas a comunicação vai muito além. Saber se comunicar implica em saber se fazer entender. O grande objetivo da comunicação é ser eficaz. Todo o blá blá blá do mundo, as várias palavras difíceis e demais artifícios não tem valor se a mensagem emitida não for compreendida por quem a recebe. Muito se fala e pouco se entende. E tratem de entender bem o que digo aqui, para que eu não me desmoralize!

É fascinante e imprescindível se comunicar bem. Isso vale para relacionamentos pessoais e profissionais, indistintamente, devida a importância e o cuidado que ambos exigem de nós. Uma boa comunicação rende excelentes relacionamentos. Principalmente quando sabemos o que dizer, de que forma, onde e quando, mesmo que não usando palavras. Já pensou nisso?

Para nos comunicar utilizamos dois modos de comunicação: o analógico e o digital. O modo digital é toda forma de comunicação que possa ser representada por dígitos convencionados: a escrita, a fala, os nomes que atribuímos às coisas. Por exemplo: gato é um nome atribuído, por todos os nativos da língua portuguesa, a um animal específico, mamífero, etc. Até aqui nenhuma grande surpresa, não é?

Já no modo analógico, o mesmo gato seria representado por um desenho ou por uma mímica, ou por qualquer outra analogia. Um dos autores que consultei (Watzlawick et al), diz que a comunicação analógica é toda a comunicação não-verbal, que envolve sintomas, “[...] postura, gestos, expressão facial, inflexão de voz, seqüência, ritmo e cadência das próprias palavras, e qualquer outra manifestação não-verbal de que o organismo seja capaz”. O autor ainda acrescenta a importância das influências externas no modo analógico de comunicação que são “[...] as pistas comunicacionais infalivelmente presentes em qualquer contexto em que a interação ocorra”.

É o modo analógico que aborda o campo das relações, já que tendemos a confiar quase que exclusivamente nele. Graças ao modo analógico, também nos é possível comunicar com os animais, já que é sabido que eles não falam! O autor, que citei acima, revela: “[...] as vocalizações, os movimentos intencionais, e os sinais de humor dos animais são comunicações analógicas pelas quais eles definem a natureza de suas relações [...]. Sempre que a relação é o ponto central da comunicação, verificamos que a linguagem digital é anódina. Este não é apenas o caso entre animais e entre homem e animal, mas em muitas outras contingências da vida humana, por exemplo, no namoro, amor, socorro, combate [...]”.

Viram? Não se pode desprezar, no ato da comunicação, gestos, suspiros, sorrisos, pois todo o “corpo fala”. Baseando-se no aspecto corpo/mente/reação, o relacionamento humano se torna um grande mistério que pode, às vezes, ser sondado e definido. Nem tudo precisa ser dito. Dotada de conteúdo e estabelecendo relações, a comunicação é fruto da coexistência e interação dos modos digital e analógico. Simultaneamente. Faça bom uso dos dois e aprimore sua comunicação. Lembre-se: até o silêncio pode ser revelador!