O coração está vazio e, ao mesmo tempo, apertado. Parece cheio, parece sufocado, mas em decorrência da ausência de um outro. Outro para sorrir junto, ou até para chorar, mas junto. Para amar, falar, escutar, sentir, gozar. Parece saudade do que ainda está por vir, isso existe? A carência é isso: um coração cheio de nada, sozinho. E há quem se negue a saciá-lo, proclamando uma suficiência que não existe.Somos carentes e fim. E que bom. Assim a busca pelo outro passa a ser mais interessante, com mais álibi. E a vida segue sem demora, não há opção. E quando menos se espera, o outro está ali, bem ao seu lado, pronto para dividir a vida. Compartilhar! Sem essa de completar. Somos inteiros, apenas carentes de parceria capaz de fartar, além da mente, o corpo.
Um excelente feriado a todos, principalmente aos sedentos!






