Habitantes!

Mostrando postagens com marcador Relações Inter e Intrapessoais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Relações Inter e Intrapessoais. Mostrar todas as postagens

25 de março de 2011

O amor


Quem vos escreve abaixo é minha terapeuta. Espero que aprendam e gostem dela tanto quanto eu. Dividirei essa minha fada madrinha com vocês a partir de agora. Ela me manda os textos e eu posto aqui. Deliciem-se!


O amor
_
O amor é a essência do universo. É cada retalho - elaborado e costurado, pintado e esculpido - do qual somos feitos.

Toda dor, toda angústia é causada pela ilusão do isolamento, o que gera medo, separação, raiva e, finalmente, produz doença.

Você é o diretor, cenógrafo, ator e construtor de sua vida; ela não lhe pertence, o que lhe pertence é sua construção: deixar-se fluir, não perder as oportunidades, não assenhorar-se dos fatos e das pessoas e simplesmente criar com prazer.

Sócrates passeando pelo comércio de Atenas, ao ser assediado por mercadores diz: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”

Luciana Brito

13 de agosto de 2010

Companheiros incríveis




Assim que recebi essas imagens por e-mail, minha inquietação 'humana' se iniciou. Fico pensando: o que seria de nós sem esses outros seres? Como seres tão pequenos podem operar mudanças tão grandes? E a ausência de pretenção com que levam a vida?

Obra de Papai do Céu em todo seu apogeu de amor e benevolência!

Ótimo final de semana a todos!

11 de junho de 2010

Anúncio para arrumar namorada



ANÚNCIO PARA ARRUMAR NAMORADA
Matéria publicada em um jornal de circulação diária, do Estado do Ceará. (Leia também a resposta da pretendente).


_
Homem descasado procura:
Homem de 40 anos, que só gosta de mulher, após casamento de sete anos, mal sucedido afetivamente, vem, através deste anúncio, procurar mulher, que só goste de homem, para compromisso duradouro, desde que esta preencha certos requisitos:
_
O PRETENDIDO exige que a PRENTENDENTE tenha idade entre 28 e 40 anos, não descartando, evidentemente, aquelas de idade abaixo do limite inferior, descartando as acima do limite superior.

_
Devem ter um grau razoável de escolaridade, para que não digam, na frente de estranhos: 'menas vezes', 'quando eu si casar', 'pobrema no úter', 'eu já si operei de apênis', 'é de grátis', 'vamo de a pé', 'adoro tar com ocê' e outras pérolas gramaticais.

_
Os olhos podem ter qualquer cor, desde que sejam da mesma e olhem para uma só direção.
Os dentes, além de extremamente brancos, todos os 32, devem permanecer na boca ao deitar e nunca dormirem mergulhados num copo d'água.

_
Os seios devem ser firmes, do tamanho de um mamão papaia, cujos mamilos olhem sempre para o céu, quando muito para o purgatório, nunca para o inferno. Devem ter consistência tal que não escapem pelos dedos, como massa de pão.

_
Por motivos óbvios, a boca e os lábios devem ter consistência macia, não confundir com beiço.
A barriga, se existir, muito pequena e discreta e não um ponto de referência.

_
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE seja sexualmente normal, isto é, tenha orgasmos, se múltiplos melhor, mas, mesmo que eventuais, quando acontecerem, que ela gema um pouco ou pisque os olhos, para que ele sinta-se sexualmente interessante. Independentemente da experiência sexual do PRETENDIDO, este exige que durante o ato sexual a PRETENDENTE não boceje, não ria, não fique vendo as horas no rádio relógio, não durma ou cochile.

_
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE não tenha feito nenhuma sessão de análise, o que poderia camuflar, por algum tempo, uma eventual esquizofrenia.

_
A PRETENDENTE deverá ter um carro que ande, nem que seja uma Brasília, ou que tenha dinheiro para o táxi, uma vez que, pela própria idade do PRETENDIDO, ele não tem mais paciência para levar namorada de madrugada para casa.

_
Enviar cartas com foto recente de corpo inteiro, frente e costas da PRETENDENTE para a redação deste jornal, para o codinome:

_
"CACHORRO MORDIDO DE COBRA TEM MEDO ATÉ DE BARBANTE".
_


_
Resposta da Pretendente, publicada dias após, no mesmo periódico Cearense :

Prezado HOMEM DESCASADO,
Li seu anúncio no jornal e manifesto meu interesse em manter um compromisso duradouro com o senhor, desde que (é claro) o senhor também preencha outros 'certos' requisitos que considero básicos! Vale lembrar que tais exigências se baseiam em conclusões tiradas acerca do comportamento masculino em diversas relações frustradas, que só não deixaram marcas profundas em minha personalidade porque, 'graças a Deus', fiz anos de terapia, o que, infelizmente, contraria uma de suas exigências!
_
Quanto à idade convém ressaltar que espero que o senhor tenha a maturidade dos 40 anos e o vigor dos 28 e que seu grau de escolaridade supere a cultura que porventura tenha adquirido assistindo aos programas do 'Show do Milhão'...!

_
Seus olhos podem ser de qualquer cor desde que vejam algo além de jogos de futebol e revistas de mulher pelada. E seus dentes devem sorrir mesmo quando lhe for solicitado que lave a louça ou arrume a cama. Não é necessário que seus músculos tenham sido esculpidos pelo halterofilismo, mas que seus braços sejam fortes o suficiente para carregar as compras._

_
Quanto à boca, por motivos também óbvios, além de cumprir com eficiência as funções a que se destinam, as bocas no relacionamento de um casal devem servir, inclusive, para pronunciar palavras doces e gentis e não somente: 'PEGA MAIS UMA CERVEJA AÍ, MULHER!'.
_
A barriga, que é quase certo que o senhor a tenha, é tolerável, desde que não atrapalhe para abaixar ao pegar as cuecas e meias que jamais deverão ficar no chão. Quanto ao desempenho sexual espera-se que corresponda ao menos polidamente à 'performance' daquilo que o senhor 'diz que faz' aos seus amigos! E que durante o ato sexual não precise levar para a cama livros do tipo: 'Manual do corpo humano' ou 'Mulher, esse ser estranho'!
_
No que diz respeito ao ítem alimentação, cumpre estar atualizado com a lista dos melhores restaurantes, ser um bom conhecedor de vinhos e toda espécie de iguarias, além de bancar as contas, evidentemente. Em relação ao carro, tornam-se desnecessários os trajetos durante a madrugada, uma vez que, havendo correspondência nas exigências que por ora faço, pretendo mudar-me de mala e cuia para a sua casa ... meu amor!!!

_
Assinado: A COBRA
.......................................

_
Quanto desencontro, né? Quanta exigência? De que adianta se a imperfeição é inerente a todos? Tolerância!

25 de maio de 2010

Foi sem querer!


Fato: um dia, mais cedo ou mais tarde, você vai acabar magoando alguém sem querer. Muito provavelmente isso já tenha até acontecido e, infelizmente, não será pela última vez. A recíproca também é verdadeira: um dia fatalmente magoarão você sem querer. Diante dessa verdade, pelo menos minha verdade, lhes convido às seguintes reflexões.

Vamos à primeira. O “sem querer”, nesse caso, é sem querer mesmo. A pessoa não teve a menor intenção de ferir ou de magoar, mas acontece. Às vezes o próprio jeito de ser da pessoa, uma brincadeira na hora errada, um excesso de franqueza, uma omissão, sei lá. O que importa é você compreender que nem sempre o outro age por maldade e que nem tudo tem que ser do jeito que a gente quer. Caso contrário, você é quem se machucará!

Segunda questão. Como já disse, se a recíproca é verdadeira, então se policie para evitar ao máximo magoar alguém “por querer”. Já que inevitavelmente, algum dia, magoará uma pessoa “sem querer”, fazê-lo “por querer” é colocar a relação à prova. Impeça que a relação se desgaste com pequenas discussões e ofensas.

Relacionamento, de todos os tipos, exige cuidado e dedicação. Se não há mais porque ter afeto, não há mais porque se relacionar, uma vez que existimos para sermos felizes. Aulas? Com o professor Davi ou com a tia Catharine!

14 de maio de 2010

Mais frases de meu pai

Já faz tempo que não escrevo nesta seção “Frases de meu pai”. Elas dão tanto sentido à minha vida que não deveria ficar tanto tempo sem escrever. Então hoje começo a tirar o atraso. A frase de hoje é:

“Quando você não procura por uma pessoa, o dia em que você precisar dela, continue não procurando”.
Paulo Gomes

Simples, né? Mas porque então existe tanto chupa-cabra, pessoas que só te procuram quando precisam? Tenho muitos e bons amigos. Nos falamos sempre e sei que posso contar com eles a qualquer hora. Acontece de eu lembrar de determinada pessoa apenas quando tenho problemas que a envolvem ou que ela poderia me ajudar a resolver. Mas aí lembro das lições de meu pai.

Isso vale de incentivo para que passe a procurar por pessoas que você acabou perdendo contato ao longo do tempo. Mantenha boas relações para que, no dia em que que precisar, tenha onde pedir ajuda!

28 de abril de 2010

Posso Errar?


Posso Errar?

Leila Ferreira


Há pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros. A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel. Opção? Maneira de dizer.
_
Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e... surpresa!Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir.
_
Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa,dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?
_
O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz — com um deles.
__
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada.Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.
_
Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”. Sem entrar no mérito da questão — da traição ou do cigarro —, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom.
_
O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
_
O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”.
_
O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.
_
_
Dessa vez não chequei a fonte e torço profundamente para que seja da Leila Ferreira - jornalista que admiro muito. Se não for dela, pronunciem-se!
_
Recebi esse texto por e-mail, enviado por um grande amigo meu. Lindo, não é? Já repararam no quanto nos cobramos e no quanto nos desagradamos?

19 de abril de 2010

Exigências da vida moderna

Exigências da vida moderna
(quem agüenta tudo isso?)


Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.

Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E depois uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe em o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber...

Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia. UFA !

E não se esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.

Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma. Sobram três, desde que você não pegue trânsito. TÁ DIFÍCILLLLL!

As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).

E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar das minhas amizades quando eu estiver viajando.

Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.

Ah! E o sexo!!!
Todos os dias, um dia sim, o outro também, tomando o cuidado de não se cair na rotina.

Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.

Dizer EU TE AMO, toda hora, (ainda pego quem inventou essa neura...que saco!!!) isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.

Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. se tiver tem que brincar com ele, pelo menos meia hora todo dia, para ele não ficar deprimido....

Na minha conta são 29 horas por dia.

A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!

Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes ao mesmo tempo.

Chame os amigos e seus pais, seu amor, o sogro, a sogra, os cunhados... Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher. Não esqueça do EU TE AMO, (vou achar logo quem inventou isso, me aguarde).

Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.

Agora você tá ferrado mesmo é se tiver criança pequena, aí lascou de vez, porque o tempo que ia sobrar para você, meu, já era. Criança ocupa um tempo danado.

Agora tenho que ir...

É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro e correndo.

E já que vou, levo um jornal...

Tchau...

Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.

Luís Fernando Veríssimo
_
_
Da minha caixa de entrada para vocês! Achei esse texto hilário e interessantíssimo. Ele acaba reforçando meu post anterior e nos convida a repensar nossas vidas. Agora lhes pergunto: será mesmo o Luís Fernando Veríssimo o autor? Eu e essas fontes da internet - próxima novela das oito!

2 de março de 2010

Nossos limites e Deus


Somos os grandes responsáveis por nossa vida, por nossas relações e por nosso trabalho. Traçamos metas, desafios e corremos feito loucos atrás dos resultados almejados. Programamos, planejamos e achamos que podemos tudo. Calculamos riscos, agendamos horários e agimos como se tudo estivesse sob controle, como se fossemos donos do mundo.

Não somos! Somos donos apenas de nós mesmos e ainda assim, somos afetados por outros donos de si mesmos e pelo mundo. Portanto nessa inter-relação não há como prever o saldo. Há limites, meus caros. Pode parecer estranho perceber que nem tudo está em nossas mãos, mas por outro lado é fascinante e prova a existência de algo além de nós, além do humano.

Deus! Quem mais poderia ser o divino mediador da nossa relação com o mundo? Quem mais poderia providenciar encontros fantásticos, em meio a tantos desencontros? Quem mais poderia antever o fracasso em nossas escolhas, muitas vezes egoístas? Quem mais poderia nos brindar com acasos tão maravilhosos e até então inimagináveis?

Ele é o grande maestro e nós somos instrumentos de Sua vontade. Que façamos nossa parte e sejamos orgulhosamente e humildemente compreensivos de nossa sujeição. A fé de que tudo conspira para o nosso bem nos embala no amor de Deus.
_________________________________
PS: Ver post Sentido, publicado anteriormente.

1 de fevereiro de 2010

Avatar

Inimaginável! O filme Avatar realmente é espetacular e vai muito além da tecnologia 3D, da fotografia e dos efeitos especiais. Numa mensagem sutil vem a grande lição que nós, meros mortais humanos, teimamos em não aprender: estamos interligados.

A minha teoria de todos estamos conectados de alguma forma, proposição que inclusive motivou a concepção desse mundo aqui, é belissimamente ilustrada nesse novo campeão de bilheterias. Avatar nos apresenta um mundo mágico onde os seres são conectados ao planeta onde vivem, se “ligam” uns aos outros, se denominam filhos da natureza e se relacionam com ela numa simbiose perfeita.

Ainda falando dessa conexão, o filme deixa claro o quão próspero é o sentimento de coletividade, onde os seres se percebem como parte do todo e responsáveis pela manutenção dele. Tudo muito mais colorido e saudável do que o egoísmo e o individualismo que vivemos hoje, nessa terra de ninguém.

Corram para os cinemas. Já ensaio minha segunda seção. Afinal, como já escrevi aqui anteriormente, somos engrenagens.

26 de janeiro de 2010

Lúcida na minha loucura

"Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade. Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais. Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer não derramo uma lágrima.

Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem.

Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar. Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho. Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo. Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido.

Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas. Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.

Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução.

Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva. Impaciente onde você vê ousadia. Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.

Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos. E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo."

Clarice Lispector
_
Lindas palavras. E que definições... Me identifico com algumas, anseio por tantas e quem me conhece melhor saberá discernir entre uma coisa e outra! Aliás, complicado esse negócio de ponto de vista, viu?!

25 de novembro de 2009

Ser feliz ou ter razão?

Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair.

Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.

Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber:

- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um
pouco mais...

E ela diz:

- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. (Autor desconhecido)



E aí? Quer ser feliz ou ter razão? Recebi essa mensagem por e-mail e, até o final desta edição, não descobri o nome da tal empresária!

Dentro desse contexto quase automático de muitas vezes optarmos pela razão, proponho outra reflexão a respeito. Essa mania que temos vem de um bichinho que se instala em nós: o orgulho. Eu acredito que o orgulho não serve pra nada, aliás, serve apenas para uma única coisa: SEPARAR PESSOAS. Já repararam o quanto esse tal orgulho azeda nossas vidas? Desde de um simples “eu não te ligo porque você não me liga” até aos grandes rompimentos, esse pilantrinha do orgulho se faz presente. Mas temos uma saída: ignorar o que ele diz!

24 de novembro de 2009

É triste, mas é verdade!

O que passa na cabeça quando são chamados pra beber:




Achei genial essa propaganda. Longe de ser preconceituosa, creio que conseguiram captar muito bem as diferenças sutis entre o universo masculino e o feminino. As diferenças são sutis, sim, mas os estragos que elas provocam são enormes.
_
Aqui também cabe uma referência ao que chamamos de público-alvo. Também chamado de target, ele é o destinatário da propaganda. Já reparou que acontece de você ver uma propaganda e não entender o que ela quer dizer? Isso ocorre simplesmente porque aquele comercial não é direcionado a você, você não é o público-alvo nesse momento. Nesse caso aqui, claro, o público-alvo são os homens, mas isso não impede as boas gargalhadas femininas!

23 de novembro de 2009

Os Fábios da minha vida


Tem alguns “Fábios” preocupados com minha ausência e com meu silêncio. Um tá do lado de cá e outro do lado de lá do Atlântico. Desde que li os comentários carinhosos que eles escreveram fiquei me perguntando o porquê disso e tentando entender esse meu afastamento.

Aí me veio à cabeça uma das lições que aprendi com a minha terapeuta: não há motivos únicos para se fazer ou se deixar de fazer alguma coisa. Ela dizia: “Thaís, são no mínimo três e geralmente uns cinco”. Não pensem que serei capaz de enumerar todos aqui, agora. Isso exige muito desprendimento e não sei dizer se todos os motivos são conscientes (coisas que só Freud explica)!

Farei com vocês uma conjectura a respeito de alguns prováveis e conscientes motivos. O primeiro deles é que ando numa tremenda falta de inspiração. Quando inaugurei esse Mundo, minha mente fervia. Tinha um milhão de idéias para escrever, para partilhar e confesso que tenho sentido falta delas. Parece um misto de desilusão e prostração. Está estranho e não sei explicar exatamente o que é. Metamorfose? Férias?

Estou também numa fase de introspecção e reavaliação de muitos aspectos da minha vida. Nada grave, mas são coisas que angustiam e que talvez deixem o meu discurso com um tom meio down. Como odeio lamentações, creio que de certa forma é melhor poupar vocês disso.

Cheguei a culpar também o chamado inferno astral (período de um mês que antecede os aniversários), mas já completei mais um aninho e o bode persevera. Por isso vou parar de culpar também a TPM! Um dos Fábios cogitou a falta de tempo, mas não aceito isso como desculpa, já que tempo a gente arranja para o que a gente QUER.

Enfim, está tudo aqui dentro e pretendo digerir bem rápido. Enquanto isso (sem ser na sala de justiça), peço que os Fábios tenham um pouco de paciência. Peço também que sugiram temas, já que ando sem as tais idéias. Mas o melhor de tudo isso é ver que esse Mundo aqui segue querido, vivo e pulsante. Fiquem tranqüilos que essa é só uma fase. O blog não está acabando e o silêncio em breve será findo!

6 de novembro de 2009

Eu, prisioneira das Farc



Em seu livro “Eu, prisioneira das Farc”, Clara Rojas conta o que viveu nos seis anos em que ficou cativa. Ela foi seqüestrada pelas Farc junto com sua amiga Ingrid Betancourt, que era então candidata à presidência da Colômbia e Clara era diretora de sua campanha.

Motivada principalmente pelo relato de uma experiência de sobrevivência frente ao seqüestro e à selva, me embrenhei nessa leitura. O anúncio da gravidez de Clara Roja e do nascimento de seu filho nessa situação extremamente adversa, também aguçou minha curiosidade.

O martírio da autora é inquestionável, pois além de privada de sua liberdade, enfrentou também os desafios impostos pela selva. Passar por uma situação dessas é difícil até de se imaginar – ou impossível. Insetos, barro, caminhadas constantes, pouca comida, angustia, tempestades, fugas frustradas, a iminência da morte; esses foram alguns dos ingredientes dessa jornada de Clara Rojas e de tantos outros cativos das Farc.

Lendo o relato detalhado da autora, desde o início do livro, senti falta de grandes personagens em sua história. Principalmente com sua então amiga Ingrid Betancour, faltavam diálogos, confidências e companheirismo. Clara pouco falava da relação das duas e, inicialmente, pensei que estava preservando a amiga, já que o livro é uma exposição particular do acontecido. Me enganei. Com o passar dos dias a autora foi se afastando de Ingrid, o que podia ser uma questão particular às duas. Mas não, com o correr da narrativa Clara não se aproximou de mais pessoas e se mostrou, na minha opinião, uma pessoa individualista, mimada e que se vitimizava o tempo todo, mesmo dedicando um capítulo ao tema amizade. Eis alguns trechos para ilustrar essa minha impressão:

“Sempre me chamou a atenção o fato de as panelas em que lavavam os alimentos estarem limpas. Para mim, isso era vital”.

“Quando a arepa, a sopa ou até o chocolate estavam gordurosos – o que ocorria na maioria das vezes -, eu nem sequer os provava”.

“... nenhum (dos outros prisioneiros) teve a idéia de pedir que me libertassem para que eu pudesse das a luz em condições mais aceitáveis...nenhum deles também tentou me ajudar ou me apoiar...”

“Essa atitude sua (de Ingrid), tão fria, sem dúvida criou um tipo de comportamento nas outras pessoas do grupo, que adotaram, e inclusive mantêm hoje em dia, certa agressividade comigo, pensando que assim ganham o favor ou a simpatia de Ingrid”.

“Deixem-me em paz, eu respondo por meu bebê”.

“Algumas mulheres se comportaram como se a situação não tivesse nada a ver com elas, apesar de também serem mães e poderem entender o que eu estava passando. Não me deram uma oportunidade de confiar nelas, algo que eu teria agradecido”.

“No cativeiro eu me sentia muito sozinha”.

“Eu tinha a impressão de que muitos dos meus companheiros preferiam que não me libertassem, e às vezes cheguei a sentir que queriam me comer viva”.

“ Só um de meus companheiros se ofereceu para carregar minhas coisas até a porta... Alguns entraram no banheiro para não ter de se despedir, outros não foram capazes nem de se levantar e largar o cigarro para se despedir decentemente”.

A impressão que eu tinha era: tudo e todos contra Clara Rojas. Nessas circunstâncias, o grande amparo que qualquer um precisava e que podia tonar esse inferno menos penoso, estava bem ali, ao alcance de todos: os cativos tinham uns aos outros. Eram dezenas de pessoas que não viraram personagens da história da autora. Não percebi a dedicação de Clara em se aproximar e estabelecer relações afetivas com as outras pessoas. Parece-me inclusive que ela destinava mais atenção aos guerrilheiros que aos seus companheiros de clausura. A síndrome de Estocolmo talvez explique essa atitude, apesar de Clara tê-la negado no final do livro.

Penso que de repente posso ter esperado de uma sobrevivente, a perfeição, coisa que todos nós estamos longe de atingir. Mas com atitudes egoístas, Clara piorou aquilo que de terrível estava acontecendo em sua vida. Quando chegou o momento dela falar de sua gravidez, episodio que aconteceu durante o cativeiro, Clara decidiu não tornar público o que aconteceu e ainda se queixou das especulações que obviamente surgiram a respeito. Ora, se tudo aconteceu durante os seis anos que foi mantida presa pelas Farc, é uma lástima esses fatos não estarem presentes em sua autobiografia. Isso, para nós leitores, seria muito mais interessante de ler do que as milhares de caminhadas e queixas da autora.

Já a determinação de Clara em se manter viva, sim, é uma grande lição a ser tirada. Também ressalto aqui sua disciplina, coragem, garra e perseverança. Esse é um livro que revela a fragilidade humana, mostra pessoas em um teste de capacidade de adaptação ao intolerável e nos faz pensar no quanto somos capazes de promover tanto o bem quanto o mal.

Nada é por acaso nessa vida; tanto eu quanto à autora concordamos nesse ponto. Só que devemos aprender as lições que advém desses desafios, além de apenas sobreviver a eles. Em uma de suas canções, Maria Betânia canta: "A arte de sorrir, cada vez que o mundo diz não".
______________________________________________
PS: Quem não clicou na figura acima, não deixe de acessar o site que da detalhes do livro. O endereço é http://www.euprisioneiradasfarc.com.br/default.asp .
Lá você pode ler mais trechos, baixar capítulo, ver vídeo, etc.

20 de outubro de 2009

Troféu abacaxi


Eu e minhas parábolas. É quase uma comédia e sempre me pergunto: de onde tirei isso? Explico. Sou muito ligada às questões de relacionamento e comportamento humano. Confesso ainda que me saio muito melhor nas questões alheias do que nas minhas. Quando quero que alguém entenda o que estou dizendo e esse alguém tem certa resistência em aceitar ou entender meus palpites, já começo a pensar num exemplo que faça com que esse alguém compreenda o que quero dizer. Escrevo sobre isso porque ontem, numa conversa com um amigo, formulei mais uma das minhas figuras de linguagem e ele me chamou de “Mestre dos Magos”! Lembram-se dele, o baixinho da Caverna do Dragão? Ri demais!

Bem, na pérola de ontem, fiz uso de um abacaxi. Devo ter pensado que aquela historinha de que “do limão se faz uma limonada” já estava meio batida. A essência é a mesma, mas a que inventei sobre o abacaxi vai além.

Eu e esse meu amigo falávamos sobre defeitos e qualidades presentes em todos nós. Assunto complexo esse, pois ao mesmo tempo em que morremos de saber disso, relutamos em aceitar as imperfeições dos outros e praticamente “esquecemos” que temos as nossas. Foi aí que surgiu o abacaxi. Vamos a ele:

Imagine um abacaxi, sua casca grossa, sua coroa espinhenta e sua polpa doce e amarela. O palpite que dei a esse meu amigo era: concentre sua percepção sempre na parte amarela do abacaxi; pare de olhar para a casca e querer que ela seja doce e macia; descarte a casca e a coroa e saboreie a massa amarela.

Captaram a moral da história? Penso que devemos olhar para o que o outro tem de bom. Aliás, temos que ver o lado bom de todas as coisas porque tudo tem o tal lado bom. O que o outro tem de ruim não deixará de existir, mas assim, se prendendo às qualidades dele, você deixa de se importar tanto com os defeitos. Claro que há incompatibilidades que vão além da de toda essa tolerância, mas se você quer se relacionar bem com determinado abacaxi, morder a coroa não será uma experiência agradável. Quem levará o troféu abacaxi?

9 de outubro de 2009

Plágio do Beto!



Agora, finda minha TPM, já posso gargalhar diante dessa nova invenção. Tive conhecimento desse sonho masculino lá no blog do Beto e trouxe para cá depois de rir bastante.

7 de outubro de 2009

Educação é tudo

Muitas vezes o conceito de educação fica preso apenas no que diz respeito à escola. A escola é, sem dúvida, um grande berço, mas não o único. As grandes lições de ética e moral, que envolvem caráter e personalidade, são ensinadas pela família, que concede (ou não) às crianças noções de limite e respeito com o outro. Nosso país carece de educação, mas essa carência vai muito além da escolar. Essa última aliás, atualmente paga caro pela deseducação de filhos que violentam inclusive os próprios pais.

São vários os problemas que decorrem da falta de educação. Hoje cito o trânsito, fazendo uma abordagem acerca de uma excelente campanha do Denatran e que vem sendo exibida na TV. Os comerciais exemplificam muito bem as consequências que decorrem da má educação da população.

Tudo se resume à total falta de respeito com o outro, com o próximo, em nome de um individualismo exacerbado. Esse estrago promove, desde infrações no trânsito, até corrupção. Volto a citar uma pergunta que já publiquei aqui anteriormente: "Todos estão pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos... quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?". Esse questionamento foi feito em um congresso sobre vida sustentável. E isso não tem a ver apenas com debates ambientais. Temos que focar em nós, nas nossas vidas, em nosso comportamento e no importante papel que temos de cumprir para que tudo melhore.

5 de outubro de 2009

Desencontros para encontro

Foto do filme O Feitiço de Áquila (1985).
_

“Amar outro ser humano é talvez a tarefa mais difícil que a nós foi confiada, a tarefa definitiva, a prova e o teste finais; a obra para a qual todas as outras não passam de mera preparação”.

Rainer Maria Rilke

Às vezes penso que já vivi o amor. Outras vezes penso que não. Falo aqui do amor, no meu caso, entre homem e mulher. São tantas definições que vejo por aí que acabo sempre na dúvida. E quando me deparo frente a essa imprecisão, me vem a “quase” certeza de que não conheço o amor. Isso porque diante da existência de um sentimento tão sublime, não haveria espaço para confusões. Penso que seria como estar diante de um elefante e não reconhecê-lo. Mas sinto também que o amor não é nada exagerado e ostensivo; imagino que seja simples, tranquilo e cheio de paz. A parte mais cáustica fica por conta da paixão e esta sim, conheço bem.


Diante dessa citação que deu inicio a este post, uma das minhas teorias ganha sentido. Explico. São tantos os desencontros que vivenciamos, e tão raros os encontros, que é como se estivéssemos realmente nos preparando para quando o amor finalmente chegar. Finalmente? Será que demora tanto? Gostamos de quem não gosta da gente, pessoas se interessam por nós e não damos a mínima, às vezes entramos em relacionamentos que tem “tudo” para dar certo e saímos deles jurando que eles tinham “tudo” para nem terem começado. Mas aí está o grande lance: acredito que todas as pessoas que aparecem em nossas vidas nos preparam para as seguintes. Isso ocorre sucessivamente até que estejamos prontos e maduros para o amor. Cada pessoa vem acompanhada de uma lição a ser aprendida. Juro que tenho tentado!


No dia a dia é mais complicado de perceber essa engenharia. Mas com o passar dos anos fica fácil perceber e reconhecer os erros cometidos e os ensinamentos provenientes de cada um deles. “Os anos fazem coisas que os dias desconhecem”. Não sei quem é o autor dessa frase, mas ela revela uma das grandes verdades dessa vida: que, no fim das contas, tudo tem propósito e sentido. Resta-nos ter paciência e fé até que o amor chegue e se revele.

15 de setembro de 2009

Vem, acorda!


"Pula da tristeza, e deixa esse sol maravilhoso banhar as tuas decepções e mostrar que tudo se renova, até os velhos sonhos...
_

Vai, pula desse medo e deixa a chuva molhar o teu rosto e despertar velhas emoções e, com o vento que sopra nesta manhã tão doce, redescobrir que você é importante...
_
Vem, pula dessa angústia, deixa o perfume da terra molhada invadir os seus pulmões e lembrar-te que somos nós que plantamos as nossas sementes.

_
Vai, toma um bocado dessas sementes de amor e espalha pelo chão fértil.
_

Pula agora das lágrimas inquietas que te atormentaram e deixa o mar te agraciar com essa força, força que habita em você e agora preenche o seu espírito.
_

Vem, pula da ansiedade e respira a paz dessa tarde onde as crianças brincam no parque mais simples da cidade, a areia é onde elas constroem castelos e sonhos, e você, é o terreno fértil onde Deus deposita a esperança de um mundo melhor.
_
Vai, pula dessa cama e se prepara, um novo amor vem chegando, um novo trabalho, uma nova oportunidade para ser feliz.

_
Vai penteia esse cabelo, coloca a roupa de festa para tomar café, abra a porta e sorria, creia, tenha a mais absoluta certeza de que o mundo é todo seu e nada, absolutamente nada, poderá estragar a sua vontade de vencer.

_
Prepara-te para recomeçar".

_
Paulo Roberto Gaefke

Encontrei um consenso a respeito da autoria, mas nas páginas desse autor não consta esse texto. Há discordâncias quanto ao título. Pelo sim, pelo não, mantenho minha observações a respeito de mais essa citação.